sábado, 11 de agosto de 2012

25/07 - Cidade do México e Teotihuacan

Neste dia contratamos um tour para ir até Teotihuacan. Pagamos R$ 68,00 por pessoa.
Passamos em outro hotel para encontrar o grupo que iria conosco, praticamente só espanhóis. Neste grupo encontramos um pernambucano, André Malagueta (nome apropriado para o país), que se tornou nosso amigo e com quem fizemos alguns passeios e tomamos algumas cervejas. Um abraço, André.

André, novo amigo pernambucano. Jornalista e torcedor do Sport.
Nossa Senhora de Guadalupe
Antes de chegarmos a esta cidade de Teotihuacan, fomos a Basílica de Guadalupe. Este é o terceiro local religioso mais visitado do mundo, perdendo apenas para o Vaticano e Meca.

Nossa Senhora de Guadalupe, também chamada de Virgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É considerada pelos católicos a padroeira da Cidade do México (1737), do México (1895), da América Latina (1945) e imperatriz da América (2000). Sua origem está na aparição da Virgem Maria a um pobre índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, noroeste da Cidade do México, em 9 de Dezembro de 1531.
Pelos relatos, uma "Senhora do Céu" apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semidesértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu tilma, um tecido de pouca qualidade feito a partir do cacto, que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deteriorização até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem as fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos.
Em ampliações da face de Nossa Senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à sua frente em 1531 - Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de dezembro.
Fonte: Wikipedia.

Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe



Basílica velha, à direita, inclinada, está tombando e basílica nova ao fundo.


Nova basílica: muita suntuosa
Teotihuacan 
Teotihuacan tem como principais atrações as pirâmides da Lua (100 degraus, 45 metros) e do Sol (248 degraus, 63 metros). Chegamos ao topo das duas.
A subida ao topo exige certo preparo físico, principalmente por conta dos 2.240 metros de altitude da região, que podem causar desconfortos, como dor de cabeça e tontura. Por isso, o melhor é ir com calma, levar uma garrafinha de água e parar a cada patamar das pirâmides.
Além do descanso, as pausas são obrigatórias para apreciar a vista, mais bonita na medida em que se avança rumo ao topo. Quanto mais alto, mais se compreende o plano arquitetônico da cidade.

Monumentais e misteriosas, as Pirâmides do Sol e da Lua se elevam acima da silenciosa Teotihuacan, cidade que no passado chegou a ter cerca de 200 mil habitantes e era o centro do império pré-hispânico do México.
Erguida por uma cultura praticamente desconhecida no século I a.C., a cidade se espalhou por uma área maior que a da Roma imperial. Em 750 d.C., porém, ela foi abruptamente abandonada, talvez em razão de algum desastre ou seca.
Quinhentos anos depois, os astecas descobriram Teotihuacan, com suas pirâmides, templos, apartamentos e estádios, e a adotaram como um centro de peregrinação.
Com aproximadamente 63 m de altura (cerca de metade da altura da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito), a Pirâmide do Sol está entre as maiores pirâmides do mundo. Os construtores ergueram a Pirâmide do Sol aproximadamente no ano 100 d.C., transportando e erguendo cerca de três milhões de toneladas de pedras, tijolos e entulho sem o auxílio de veículos com roda, de animais de carga ou de ferramentas de metal.
Após subir 248 degraus até o topo da pirâmide, você pode ver a Avenida da Morte alinhada ao templo, uma estrada com cerca de 4 km de comprimento que termina com a Pirâmide da Lua se elevando para o norte. Terminada em 300 d.C., ela parece ser tão alta quando a Pirâmide do Sol. Tem, contudo, apenas 45 m de altura, mas foi construída sobre uma área maior. Existiam doze plataformas montadas na praça adjacente, onde danças religiosas podem ter sido praticadas. Novamente, ninguém sabe. O mistério permanece.
Fonte: HowStuffWorks Brasil

Teotihuacan é um sítio arqueológico localizado a 40 km da Cidade do México, no México, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987.
Teotihuacan foi a maior cidade conhecida da época Pré-Colombiana na América e o nome Teotihuacan é também usado para referir a civilização desta cidade dominante, a qual estendeu a sua influência sobre grande parte da Mesoamérica.
Existem evidências arqueológicas de que Teotihuacan terá sido um local multi-étnico, incluindo Zapotecas, Mixtecas, Maias e mesmo Nahuas, por exemplo. Os Totonacas sempre afirmaram que haviam sido eles a construir esta cidade, o que era corroborado pelos Astecas.
O quinto Sol
As civilizações mexicanas tinham uma lenda, segundo a qual, uma primeira geração de homens havia sido destruída em tempos remotos por Jaguares (Primeiro Sol). A geração seguinte fora destruída por furacões ou Vento (Segundo Sol). Uma terceira por erupções vulcânicas ou Fogo (Terceiro Sol). A quarta havia desaparecido com um dilúvio de Água (Quarto Sol). Estes sóis de cada uma das idades não eram como o sol actual que aquece temperadamente e que dá vida; este último sol teria sido criado em Teotihuacan (Quinto Sol).
A lenda
Foi também o padre Sahagún quem nos deu a conhecer a bonita lenda que nos fala da criação do Sol e da Lua, os deuses a quem foram dedicadas as duas magníficas pirâmides. A lenda reza assim:
Antes que existisse dia, os deuses reuniram-se em Teotihuacan e disseram, "Quem iluminará o mundo?". Um deus rico (Tecciztecatl) disse "Eu me encarregarei de iluminar o mundo". "Quem será o outro?", e como ninguém respondia, nomearam um outro deus pobre e sarnento (Nanahuatzin). Depois da nomeação, os dois começaram a fazer penitência e a rezar. O deus rico ofereceu penas valiosas de uma ave chamada quetzal, pepitas de ouro, pedras preciosas, coral e incenso de copal. O deus sarnento por seu lado, oferecia canas verdes, bolas de feno, espinhos de maguei cobertos com o seu sangue e no lugar de incenso oferecia as crostas das suas pústulas. À meia-noite terminou a penitência e começaram os rituais. Os deuses ofereceram ao deus rico bela plumagem e um casaco de linho enquanto que ao deus pobre era oferecida uma estola de papel. Depois, junto ao fogo, ordenaram ao deus rico que se atirara a ele. Este teve medo e recuou. Voltou a tentar e mais uma vez recuou, isto por quatro vezes. Chegou então a vez de Nanahuatzin, que fechou os olhos e se atirou ao fogo sendo consumido por este. Quando o deus rico viu isto, imitou-o. De seguida entrou no fogo uma águia, que também se queimou (e é por isso que as águias têm as penas foscas, de cor morena muito escura); de seguida entrou um jaguar que se chamuscou e ficou manchado de branco e negro. Então os deuses sentaram-se à espera para ver de onde sairia Nanahuatzin; olhando para oriente viram aparecer o sol com uma cor forte; radiava luz em todas as direcções e não conseguiam olhar directamente para ele. Voltaram a olhar para oriente e viram aparecer a Lua. Ao princípio os dois deuses resplandeciam com igual intensidade, mas um dos deuses presentes atirou um coelho à cara do deus rico e desta maneira diminuiu o seu brilho. Todos ficaram quietos; depois decidiram morrer para assim dar a vida ao Sol e à Lua. Foi o Vento que os matou e que em seguida começou a soprar, fazendo deslocar primeiro o Sol e mais tarde a Lua. Por tudo isto é que o Sol nasce durante o dia e a Lua mais tarde, durante a noite.
Fonte: Wikipedia

Apesar das condições do dia não estarem propícias para fotografias, seguem algumas:
Pirâmide da Lua
Rumo ao topo da Pirâmide da Lua
Primeiro topo conquistado

Vista da "Calzada de los Muertos" (Rua dos Mortos), avenida que se estende como um fio condutor da cidade, ligando a Pirâmide da Lua, ao norte, à Pirâmide do Sol, ao centro, e por fim ao Templo da Serpente Emplumada, ao sul
A caminho da Pirâmide do Sol, na Rua dos Mortos
Pirâmide do Sol, calculando o tamanho do esforço

Parada para descansar e apreciar
Quase lá.....
Pirâmide do Sol, topo alcançado
Recompensa
Companhia nova
Até a próxima
Passeo de La Reforma
O Paseo de la Reforma (em português: Passeio da Reforma), também conhecida como Avenida da Reforma, é uma importante avenida de 12 km na Cidade do México, batizada em homenagem às importantes alterações políticas que sucederam no virar da década de 1850 que culminaram nas reformas políticas do presidente Benito Juárez. A avenida foi inicialmente projetada para ligar o Castelo de Chapultepec ao Palácio Nacional, no centro.

El Caballito (o novo) e a Torre del Caballito, onde se encontram os escritórios dos deputados e senadores mexicanos





O antigo não ataca o moderno. Coexistem pacificamente.



Nesta área, cidade organizada e limpa. É possível. Acorda Brasil.
La Condesa
À noite fomos tomar tequila e umas cervejas (Corona e Negra Modelo) em La Condesa. A região de bares e restaurantes mais sofisticada da cidade, onde se concentram os endinheirados e turistas de todo o mundo.
Muito agradável, com opções variadas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Extra!!! Extra!!! Notícias Atuais!!!

Vou publicar pelo menos alguma coisa em real time.
Neste momento estou no nosso hotel na ilha de Flores, Guatemala. Já passamos pelo México, Cuba e Belize.
Seguem fotos com a vista do terraço do nosso apartamento.













quinta-feira, 2 de agosto de 2012

1o. Passeio na Cidade do México

Como meus amigos, Fernando e Reginaldo, chegariam a tarde, na manha do dia 24/07 resolvi visitar o museu de Frida Kahlo, conhecido como a Casa Azul, e que fica no bairro de Coyocan. Espetacular e diferente. A casa eh linda e com belos jardins. As obras, para quem aprecia a sua arte, sao inesquecíveis. Para quem aprecia seu modo de vida e de Diego Rivera, o passeio só confirma o quanto desprezaram o senso comum.Após visitar a Casa Azul, caminhei pelo bairro, que eh muito agradável, com muitas casas interessantes. Trata-se de região tradicional.

Em seguida fui conhecer a Praça do Centenário e o Jardim Hidalgo. Fico devendo a publicação das respectivas fotos, pois esta muito difícil fazê-la com o IPad.

A tarde, após encontrar com meus amigos, fomos  a Praça do Zocalo, maior praça da América Latina, e terceira maior do mundo. Atras apenas da Praça Vermelha, em Moscou, e da Praça da Paz Celestial, em Pequim. Muito interessante. Cercada por vários edifícios históricos.

A noite iniciamos a nossa viagem etílica. Experimentamos tequila com sangrita (suco de tomate com limão e pimenta). Excelente. Como estamos dando exclusividade para os produtos locais, depois tomamos cerveja Corona e Negra Modelo, ambas ótimas.

Foto 1 - Museu Frida Khalo

Foto 2 - Museu Frida Khalo


Foto 5 - Plaza Zocalo

terça-feira, 31 de julho de 2012

Correndo contra o atraso

Pessoal, 

Vou tentar tirar um pouco do atraso.
No dia 23/07, cheguei a Cidade do México a noite. Meu primeiro estranhamento foi com a temperatura. Estava bem mais frio que esperava. Me dirigi ao hotel. Bom, perto do centro histórico. Durante o trajeto pude perceber como o transito eh caótico, com lavadores de parabrisas e flanelinhas. Porém tem uma grande vantagem em relação a nos: poucas motos.
A cidade eh enorme. A região metropolitana só perde para Xangai e Nova York, se nao me engano.
As pessoas sao bem simpáticas e procuram ajudar 
Neste dia nao teve foto. O próximo post terá.
Tchan, Tchan, Tchan, Tchan ....

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Falha nossa...

Aos meus seguidores (todos os 3 ou 4), Estivemos fora do ar alguns dias por problemas técnicos. Ou seja, incapacidade técnica desde blogueiro de primeira viagem em dominar todas as ferramentas de tablets e apps. Inclusive deletei de bobeira o primeiro post no México. A partir de agora, sempre que tiver tempo (esta' difícil) postarei alguma nota com foto.

sábado, 14 de julho de 2012

New York, New York

Big Apple, I'm back.

Hoje começa minha odisséia. Embarco para Nova York à noite. Fico até dia 23/07, quando parto para a Cidade do México.  Mesmo em NY  pretendo continuar postando o quê faremos no México e América Central.

Abraços.

domingo, 8 de julho de 2012

Guatemala! Que país é este?

Eu também não sei. Espero descobrir em breve.


Guatemala 

Iremos basicamente a três lugares: Peten, onde visitaremos as ruinas Maias. As terras baixas da região de Péten foram o coração da florescente civilização Maia. Lago Atitlan, natureza pura.
Antigua, patrimonio historico mundial. Considerada a mais bem preservada cidade colonial na América Latina, Antigua é uma pitoresca e simpática vila na região central das terras altas da Guatemala. Famosa por sua arquitetura espanhola do século 16 e ruas de pé-de-moleque, a cidade repousa debaixo dos vulcões. 

Além de tudo isto, este país me desperta uma grande simpatia, devido ao escritor guatemalteco Augusto Monterrosso, que escreveu o menor conto do mundo. 
Segue o mesmo na íntegra:
"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá"
Haja capacidade de síntese!



QUANDO ACORDOU, O DINOSSAURO AINDA ESTAVA LÁ.
“Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.” (texto original)


“O dinossauro” de Augusto Monterroso é um dos textos mais estudados, citados, resenhados e parodiados na história da palavra escrita, apesar de ter uma extensão de exatamente sete palavras.


“O dinossauro” mereceu ser incluído em ao menos uma dúzia de antologias publicadas na Argentina, Chile, Espanha, Itália e México e, também, foi traduzido para vários idiomas. Este texto suscitou uma grande diversidade de aproximações durante os anos recentes, seja como motivo literário, seja como motivo de estudo, e inclusive como motivo de reflexão política. Neste último sentido, a imagem do dinossauro foi identificada no México com esse personagem indiferente e calculador que todos conhecemos na vida cotidiana, que vive do tráfico de influência e que é uma herança da cultura política mais antiga e primitiva.


Como motivo literário, “O dinossauro” foi objeto de variações e ensaios nos quais o texto é tomado como referência inicial para a criação de diversos jogos. Estas variações incluem versões poéticas, continuações do texto, metacontos e outras variantes a partir do tema proposto por Monterroso, assim como argumentações para reconhecer textos ainda mais breves, para adaptar o texto à ópera ou para reconhecer seu caráter de extrema elipsis. Como motivo de estudo, este texto foi analisado para estudar sua dimensão artística.


Mas, qual é, em síntese, a razão pela qual este texto tem tal persistência na memória coletiva? Depois de ler os trabalhos dedicados a seu estudo, poderíamos assinalar ao menos dez elementos literários:


1–A eleição de um tempo gramatical impecável (que cria uma forte tensão narrativa) e a natureza temporal de quase todo o texto (quatro de sete palavras);


2–Uma equilibrada estrutura sintática (alternando três advérbios e dois verbos);


3–O valor metafórico, subtextual, alegórico, de uma espécie real, porém extinta (os dinossauros) e a força evocativa do sonho (elidido);


4–A ambiguidade semântica (Quem acordou? Onde é lá);


5–A referência simultânea ao gênero fantástico (um dos mais imaginativos), ao gênero de terror (um dos mais antigos) e ao gênero policial (à maneira de uma adivinhança);


6–A possibilidade de partir deste minitexto para a elaboração de um conto de extensão convencional (ao início ou ao final);


7–A presença de uma cadência quase poética (contém um hendecassílabo, ao menos no original em castelhano), uma estrutura gramatical maleável (ante qualquer aforismo);


8–A possibilidade de ser lido indistintamente como miniconto (convencional e fechado) ou como microrrelato (moderno ou pós-moderno, com mais de uma interpretação possível);


9–A condensação de vários elementos cinematográficos (elipsis, sonho, terror) e,


10–A riqueza de suas ressonâncias alegóricas (kafkianas, apocalípticas ou políticas).


Estas razões mostram que os leitores têm ainda mais a possibilidade de realizar múltiplas leituras de “O dinossauro” e continuar tomando-o como literário e como motivo de estudo, pois esse é o privilégio e nisso consiste a prazerosa responsabilidade da leitura literária.


N. B: Traduzido e adaptado por Helton Cenci do original em castelhano de Lauro Zavala (Professor Investigador Titular da Universidade Autônoma Metropolitana do México).