Vou publicar pelo menos alguma coisa em real time.
Neste momento estou no nosso hotel na ilha de Flores, Guatemala. Já passamos pelo México, Cuba e Belize.
Seguem fotos com a vista do terraço do nosso apartamento.
Este blog é um relato da preparação e da viagem que faremos para completar nossos roteiros pelas culturas pré colombianas: Incas, Maias e Astecas. Fizemos, em momentos diferentes, um passeio pelo mundo Inca. Agora é hora de conhecer os Astecas e Maias. Esperamos obter dicas para nossa viagem ao México e América Central. Também postaremos fatos e fotos da viagem. Venha com a gente.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
1o. Passeio na Cidade do México
Como meus amigos, Fernando e Reginaldo, chegariam a tarde, na manha do dia 24/07 resolvi visitar o museu de Frida Kahlo, conhecido como a Casa Azul, e que fica no bairro de Coyocan. Espetacular e diferente. A casa eh linda e com belos jardins. As obras, para quem aprecia a sua arte, sao inesquecíveis. Para quem aprecia seu modo de vida e de Diego Rivera, o passeio só confirma o quanto desprezaram o senso comum.Após visitar a Casa Azul, caminhei pelo bairro, que eh muito agradável, com muitas casas interessantes. Trata-se de região tradicional.
Em seguida fui conhecer a Praça do Centenário e o Jardim Hidalgo. Fico devendo a publicação das respectivas fotos, pois esta muito difícil fazê-la com o IPad.
A tarde, após encontrar com meus amigos, fomos a Praça do Zocalo, maior praça da América Latina, e terceira maior do mundo. Atras apenas da Praça Vermelha, em Moscou, e da Praça da Paz Celestial, em Pequim. Muito interessante. Cercada por vários edifícios históricos.
A noite iniciamos a nossa viagem etílica. Experimentamos tequila com sangrita (suco de tomate com limão e pimenta). Excelente. Como estamos dando exclusividade para os produtos locais, depois tomamos cerveja Corona e Negra Modelo, ambas ótimas.
Foto 1 - Museu Frida Khalo
Foto 2 - Museu Frida Khalo
Foto 5 - Plaza Zocalo
Em seguida fui conhecer a Praça do Centenário e o Jardim Hidalgo. Fico devendo a publicação das respectivas fotos, pois esta muito difícil fazê-la com o IPad.
A tarde, após encontrar com meus amigos, fomos a Praça do Zocalo, maior praça da América Latina, e terceira maior do mundo. Atras apenas da Praça Vermelha, em Moscou, e da Praça da Paz Celestial, em Pequim. Muito interessante. Cercada por vários edifícios históricos.
A noite iniciamos a nossa viagem etílica. Experimentamos tequila com sangrita (suco de tomate com limão e pimenta). Excelente. Como estamos dando exclusividade para os produtos locais, depois tomamos cerveja Corona e Negra Modelo, ambas ótimas.
Foto 1 - Museu Frida Khalo
Foto 2 - Museu Frida Khalo
Foto 5 - Plaza Zocalo
terça-feira, 31 de julho de 2012
Correndo contra o atraso
Pessoal,
Vou tentar tirar um pouco do atraso.
No dia 23/07, cheguei a Cidade do México a noite. Meu primeiro estranhamento foi com a temperatura. Estava bem mais frio que esperava. Me dirigi ao hotel. Bom, perto do centro histórico. Durante o trajeto pude perceber como o transito eh caótico, com lavadores de parabrisas e flanelinhas. Porém tem uma grande vantagem em relação a nos: poucas motos.
A cidade eh enorme. A região metropolitana só perde para Xangai e Nova York, se nao me engano.
As pessoas sao bem simpáticas e procuram ajudar
Neste dia nao teve foto. O próximo post terá.
Tchan, Tchan, Tchan, Tchan ....
A cidade eh enorme. A região metropolitana só perde para Xangai e Nova York, se nao me engano.
As pessoas sao bem simpáticas e procuram ajudar
Neste dia nao teve foto. O próximo post terá.
Tchan, Tchan, Tchan, Tchan ....
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Falha nossa...
Aos meus seguidores (todos os 3 ou 4),
Estivemos fora do ar alguns dias por problemas técnicos. Ou seja, incapacidade técnica desde blogueiro de primeira viagem em dominar todas as ferramentas de tablets e apps. Inclusive deletei de bobeira o primeiro post no México.
A partir de agora, sempre que tiver tempo (esta' difícil) postarei alguma nota com foto.
sábado, 14 de julho de 2012
New York, New York
Big Apple, I'm back.
Hoje começa minha odisséia. Embarco para Nova York à noite. Fico até dia 23/07, quando parto para a Cidade do México. Mesmo em NY pretendo continuar postando o quê faremos no México e América Central.
Hoje começa minha odisséia. Embarco para Nova York à noite. Fico até dia 23/07, quando parto para a Cidade do México. Mesmo em NY pretendo continuar postando o quê faremos no México e América Central.
domingo, 8 de julho de 2012
Guatemala! Que país é este?
Eu também não sei. Espero descobrir em breve.
Guatemala
Guatemala
Iremos basicamente a três lugares: Peten, onde visitaremos as ruinas Maias. As terras baixas da região de Péten foram o coração da florescente civilização Maia. Lago Atitlan, natureza pura.
Antigua, patrimonio historico mundial. Considerada a mais bem preservada cidade colonial na América Latina, Antigua é uma pitoresca e simpática vila na região central das terras altas da Guatemala. Famosa por sua arquitetura espanhola do século 16 e ruas de pé-de-moleque, a cidade repousa debaixo dos vulcões.
Além de tudo isto, este país me desperta uma grande simpatia, devido ao escritor guatemalteco Augusto Monterrosso, que escreveu o menor conto do mundo.
Segue o mesmo na íntegra:
"Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá"
Haja capacidade de síntese!
QUANDO ACORDOU, O DINOSSAURO AINDA ESTAVA LÁ.
“Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.” (texto original)
“O dinossauro” de Augusto Monterroso é um dos textos mais estudados, citados, resenhados e parodiados na história da palavra escrita, apesar de ter uma extensão de exatamente sete palavras.
“O dinossauro” mereceu ser incluído em ao menos uma dúzia de antologias publicadas na Argentina, Chile, Espanha, Itália e México e, também, foi traduzido para vários idiomas. Este texto suscitou uma grande diversidade de aproximações durante os anos recentes, seja como motivo literário, seja como motivo de estudo, e inclusive como motivo de reflexão política. Neste último sentido, a imagem do dinossauro foi identificada no México com esse personagem indiferente e calculador que todos conhecemos na vida cotidiana, que vive do tráfico de influência e que é uma herança da cultura política mais antiga e primitiva.
Como motivo literário, “O dinossauro” foi objeto de variações e ensaios nos quais o texto é tomado como referência inicial para a criação de diversos jogos. Estas variações incluem versões poéticas, continuações do texto, metacontos e outras variantes a partir do tema proposto por Monterroso, assim como argumentações para reconhecer textos ainda mais breves, para adaptar o texto à ópera ou para reconhecer seu caráter de extrema elipsis. Como motivo de estudo, este texto foi analisado para estudar sua dimensão artística.
Mas, qual é, em síntese, a razão pela qual este texto tem tal persistência na memória coletiva? Depois de ler os trabalhos dedicados a seu estudo, poderíamos assinalar ao menos dez elementos literários:
1–A eleição de um tempo gramatical impecável (que cria uma forte tensão narrativa) e a natureza temporal de quase todo o texto (quatro de sete palavras);
2–Uma equilibrada estrutura sintática (alternando três advérbios e dois verbos);
3–O valor metafórico, subtextual, alegórico, de uma espécie real, porém extinta (os dinossauros) e a força evocativa do sonho (elidido);
4–A ambiguidade semântica (Quem acordou? Onde é lá);
5–A referência simultânea ao gênero fantástico (um dos mais imaginativos), ao gênero de terror (um dos mais antigos) e ao gênero policial (à maneira de uma adivinhança);
6–A possibilidade de partir deste minitexto para a elaboração de um conto de extensão convencional (ao início ou ao final);
7–A presença de uma cadência quase poética (contém um hendecassílabo, ao menos no original em castelhano), uma estrutura gramatical maleável (ante qualquer aforismo);
8–A possibilidade de ser lido indistintamente como miniconto (convencional e fechado) ou como microrrelato (moderno ou pós-moderno, com mais de uma interpretação possível);
9–A condensação de vários elementos cinematográficos (elipsis, sonho, terror) e,
10–A riqueza de suas ressonâncias alegóricas (kafkianas, apocalípticas ou políticas).
Estas razões mostram que os leitores têm ainda mais a possibilidade de realizar múltiplas leituras de “O dinossauro” e continuar tomando-o como literário e como motivo de estudo, pois esse é o privilégio e nisso consiste a prazerosa responsabilidade da leitura literária.
N. B: Traduzido e adaptado por Helton Cenci do original em castelhano de Lauro Zavala (Professor Investigador Titular da Universidade Autônoma Metropolitana do México).
QUANDO ACORDOU, O DINOSSAURO AINDA ESTAVA LÁ.
“Cuando despertó, el dinosaurio todavía estaba allí.” (texto original)
“O dinossauro” de Augusto Monterroso é um dos textos mais estudados, citados, resenhados e parodiados na história da palavra escrita, apesar de ter uma extensão de exatamente sete palavras.
“O dinossauro” mereceu ser incluído em ao menos uma dúzia de antologias publicadas na Argentina, Chile, Espanha, Itália e México e, também, foi traduzido para vários idiomas. Este texto suscitou uma grande diversidade de aproximações durante os anos recentes, seja como motivo literário, seja como motivo de estudo, e inclusive como motivo de reflexão política. Neste último sentido, a imagem do dinossauro foi identificada no México com esse personagem indiferente e calculador que todos conhecemos na vida cotidiana, que vive do tráfico de influência e que é uma herança da cultura política mais antiga e primitiva.
Como motivo literário, “O dinossauro” foi objeto de variações e ensaios nos quais o texto é tomado como referência inicial para a criação de diversos jogos. Estas variações incluem versões poéticas, continuações do texto, metacontos e outras variantes a partir do tema proposto por Monterroso, assim como argumentações para reconhecer textos ainda mais breves, para adaptar o texto à ópera ou para reconhecer seu caráter de extrema elipsis. Como motivo de estudo, este texto foi analisado para estudar sua dimensão artística.
Mas, qual é, em síntese, a razão pela qual este texto tem tal persistência na memória coletiva? Depois de ler os trabalhos dedicados a seu estudo, poderíamos assinalar ao menos dez elementos literários:
1–A eleição de um tempo gramatical impecável (que cria uma forte tensão narrativa) e a natureza temporal de quase todo o texto (quatro de sete palavras);
2–Uma equilibrada estrutura sintática (alternando três advérbios e dois verbos);
3–O valor metafórico, subtextual, alegórico, de uma espécie real, porém extinta (os dinossauros) e a força evocativa do sonho (elidido);
4–A ambiguidade semântica (Quem acordou? Onde é lá);
5–A referência simultânea ao gênero fantástico (um dos mais imaginativos), ao gênero de terror (um dos mais antigos) e ao gênero policial (à maneira de uma adivinhança);
6–A possibilidade de partir deste minitexto para a elaboração de um conto de extensão convencional (ao início ou ao final);
7–A presença de uma cadência quase poética (contém um hendecassílabo, ao menos no original em castelhano), uma estrutura gramatical maleável (ante qualquer aforismo);
8–A possibilidade de ser lido indistintamente como miniconto (convencional e fechado) ou como microrrelato (moderno ou pós-moderno, com mais de uma interpretação possível);
9–A condensação de vários elementos cinematográficos (elipsis, sonho, terror) e,
10–A riqueza de suas ressonâncias alegóricas (kafkianas, apocalípticas ou políticas).
Estas razões mostram que os leitores têm ainda mais a possibilidade de realizar múltiplas leituras de “O dinossauro” e continuar tomando-o como literário e como motivo de estudo, pois esse é o privilégio e nisso consiste a prazerosa responsabilidade da leitura literária.
N. B: Traduzido e adaptado por Helton Cenci do original em castelhano de Lauro Zavala (Professor Investigador Titular da Universidade Autônoma Metropolitana do México).
sábado, 30 de junho de 2012
Cuba, vá antes que acabe!!!
Claro que Cuba não vai acabar.
Acho que vai acabar, em poucos anos, da forma que existe hoje, graças a gradual abertura econômica, a abertura política ainda é imprevisível, ainda que com o fim iminente dos irmão Castros, Fidel e Raul. Certamente não haverá velhos Cadilacs americanos da década de 50 rodando nas ruas decadentes de Havana.
As maiores personalidades de Cuba ainda são Fidel Castro e Che Guevara, embora este seja um hermano argentino.
Infelizmente o Buena Vista Social Club original também vai acabar. A maior estrela do grupo, Compay Segundo faleceu em 2003. Os outros tradicionais componentes já estão bastante velhos também.
No vídeo abaixo, curtam a música e as fotografias:
Continuemos com a música. E quem não se lembra de Guantanamera, clássico da música mundial?. Observação contemporânea: guantanamera é a mulher que nasce em Guantânamo. Lá mesmo. Onde os americanos mantém uma base e um presídio para terroristas, principalmente da Al Qaeda. Voltemos às coisas agradáveis.
No vídeo abaixo, a versão original de Guantanamera, que foi gravada milhares de vezes por músicos de todos os cantos do mundo, inclusive do Brasil. As mensagens políticas inseridas, necessariamente não são idênticas as do autor deste post.
E vamos aos ritmos cubanos!!!
Cuba possui vários ritmos herdados de seus colonizadores como: salsa, merengue, rumba e principalmente o mambo.
E não podemos esquecer Celia Cruz e o maestro e compositor Ernesto Lecuona, este inclusive foi tema do internacional grupo de danca mineiro O Corpo, com um de seus maiores espetáculos, Lecuona, que assisti em 2004. Não deixe de ver o video abaixo:
Querem mais? Não tenham duvidas que tem muito mais.
Mas Cuba tambem tem charutos, enrolados nas coxas das morenas cubanas, enquanto alguem lhes le um livro como o Conde de Monte Cristo, e que acaba dando nome a uma das marcas mais famosas dos puritos habanos, Monte Cristo.
Falemos de cinema. Um dos meus atores preferidos, sem viadagem, e' Andy Garcia, cubano de Havana.
Tão elegante quanto Compay Segundo no uso do chapeu:
Um dos seus melhores trabalhos e' Os intocaveis, com uma cena memoravel, talvez umas das melhores da historia do cinema, quando salva um bebe na escada durante um tiroteio. Veja video abaixo:
Literatura cubana nao conheco nada. Ha anos espero ler Trilogia suja de Havana, de Pedro Juan Gutierrez, e ainda nao consegui. Vejam resenha abaixo:
Trilogia Suja de Havana - Pedro Juan Gutiérrez
out 28th, 2008 | Por Thiago Corrêa | Seção: Críticas
Trilogia Suja de Havana é o típico livro que só deveria ser vendido em sebo. Vendê-lo numa mega-store de shopping center é tão descabido como vender champanhe no carnaval de Olinda. Isso porque o livro é sujo, violento, repulsivo e deprimente. É poético.
Pedro Juan Gutiérrez sabe como despertar aversão numa pessoa. Segue o mesmo estilo de John Fante e Charles Bukowski, mas com um peso de rabugice tremendamente maior. Não tem o aspecto de aventura junkie de Fante ou Bukowski, é muito pior, é verdadeiro, fede a mijo. Fante e Bukowski parecem light, higiênicos, sexo com camisinha perto de Pedro Juan.
A diferença talvez venha do ambiente: uma realidade brutal e repugnante bem parecida com a apresentada por Paulo Lins em Cidade de Deus e Rubem Fonseca no conto Feliz Ano Novo. É a mistura do estilo dos junkies americanos com a miséria social da América Latina.
Vivendo na Cuba dos anos 90, durante o boicote econômico imposto pelos Estados Unidos, Pedro Juan descreve a miséria, a fome e a falência do sistema público do país através do seu pequeno universo. É a partir do seu dia-a-dia e dos acontecimentos que o cercam, que ele aproveita para tecer comentários, denunciando de maneira indireta toda a degradação humana da população cubana.
Escrito em forma de contos, segue uma seqüência não-linear, mas que se completam, mantendo uma certa ordem, construindo uma visão ampla e particular de Cuba. Os personagens aparecem, depois somem, mas isso não se torna um problema, Pedro Juan conta sua história em episódios, de maneira simples e com frases impactantes merecedoras de grifo.
Em meio a tudo isso, Pedro Juan ainda consegue demonstrar sua sensibilidade. Escrito num período de reavaliação, ele expõe todos os conflitos e angústias, crises e desilusões de alguém que chegou aos quarenta anos e decidiu mudar de vida. Estraçalhado por amores do passado, ele vai aprendendo a conviver com a solidão, se endurecendo, tentando sobreviver sem luxo, à base de sexo, rum e maconha.
Thiago Corrêa
lido em Dez./Jan. de 2005
escrito em 25.01.2005
: : TRECHO : :
“Eu estava relaxado. Com muito sexo, e muito tranqüilo de espírito. Nada atormentado. Bom, tormentos sempre há. Mas agora consegui afastá-los um pouco. Deixei-os a uma certa distância no futuro. É uma boa maneira de torná-los indistintos e não escutá-los. Eu tinha uma mulher em casa. Havia recuperado alguns quilos. E vivia. Sem nada para fazer. Sobreviver, creio que se chama isso. Deixar-se deslizar e não esperar nada mais. Muito fácil.” (p. 128)
: : FICHA TÉCNICA : :
Trilogia Suja de Havana
Pedro Juan Gutiérrez
Trad. José Rubens Siqueira
Companhia das Letras, 1a. edição
358 páginas
Manguaça
Rum. Cuba faz um dos runs (muito estranho este plural) mais famosos do planeta, e deu origem ao famoso drink Cuba Libre, rum claro com coca-cola ou pepsi.
Ingredientes:
1 dose de rum
1 copo de refrigerante sabor cola
1/2 unidade de limão em rodelas
2 pedras de gelo
Modo de preparo
Misture tudo em um copo de Long Drink, sem bater.
Rivalidade no vôlei feminino: Brasil e Cuba
Este jogo e um clássico. Ninguem quer perder. Perdemos.
Rivalidade Brasil e Cuba (link)
Brasil e Cuba - Pan Americano 1996 (link)
Ufa! Dois dias será pouco. Muito pouco.
Acho que vai acabar, em poucos anos, da forma que existe hoje, graças a gradual abertura econômica, a abertura política ainda é imprevisível, ainda que com o fim iminente dos irmão Castros, Fidel e Raul. Certamente não haverá velhos Cadilacs americanos da década de 50 rodando nas ruas decadentes de Havana.
As maiores personalidades de Cuba ainda são Fidel Castro e Che Guevara, embora este seja um hermano argentino.
Infelizmente o Buena Vista Social Club original também vai acabar. A maior estrela do grupo, Compay Segundo faleceu em 2003. Os outros tradicionais componentes já estão bastante velhos também.
No vídeo abaixo, aproveitem Compay Segundo:
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No vídeo abaixo, curtam a música e as fotografias:
Continuemos com a música. E quem não se lembra de Guantanamera, clássico da música mundial?. Observação contemporânea: guantanamera é a mulher que nasce em Guantânamo. Lá mesmo. Onde os americanos mantém uma base e um presídio para terroristas, principalmente da Al Qaeda. Voltemos às coisas agradáveis.
No vídeo abaixo, a versão original de Guantanamera, que foi gravada milhares de vezes por músicos de todos os cantos do mundo, inclusive do Brasil. As mensagens políticas inseridas, necessariamente não são idênticas as do autor deste post.
E vamos aos ritmos cubanos!!!
Cuba possui vários ritmos herdados de seus colonizadores como: salsa, merengue, rumba e principalmente o mambo.
E não podemos esquecer Celia Cruz e o maestro e compositor Ernesto Lecuona, este inclusive foi tema do internacional grupo de danca mineiro O Corpo, com um de seus maiores espetáculos, Lecuona, que assisti em 2004. Não deixe de ver o video abaixo:
Querem mais? Não tenham duvidas que tem muito mais.
Mas Cuba tambem tem charutos, enrolados nas coxas das morenas cubanas, enquanto alguem lhes le um livro como o Conde de Monte Cristo, e que acaba dando nome a uma das marcas mais famosas dos puritos habanos, Monte Cristo.
Tão elegante quanto Compay Segundo no uso do chapeu:
Um dos seus melhores trabalhos e' Os intocaveis, com uma cena memoravel, talvez umas das melhores da historia do cinema, quando salva um bebe na escada durante um tiroteio. Veja video abaixo:
Literatura cubana nao conheco nada. Ha anos espero ler Trilogia suja de Havana, de Pedro Juan Gutierrez, e ainda nao consegui. Vejam resenha abaixo:
Trilogia Suja de Havana - Pedro Juan Gutiérrez
out 28th, 2008 | Por Thiago Corrêa | Seção: Críticas
Trilogia Suja de Havana é o típico livro que só deveria ser vendido em sebo. Vendê-lo numa mega-store de shopping center é tão descabido como vender champanhe no carnaval de Olinda. Isso porque o livro é sujo, violento, repulsivo e deprimente. É poético.
Pedro Juan Gutiérrez sabe como despertar aversão numa pessoa. Segue o mesmo estilo de John Fante e Charles Bukowski, mas com um peso de rabugice tremendamente maior. Não tem o aspecto de aventura junkie de Fante ou Bukowski, é muito pior, é verdadeiro, fede a mijo. Fante e Bukowski parecem light, higiênicos, sexo com camisinha perto de Pedro Juan.
A diferença talvez venha do ambiente: uma realidade brutal e repugnante bem parecida com a apresentada por Paulo Lins em Cidade de Deus e Rubem Fonseca no conto Feliz Ano Novo. É a mistura do estilo dos junkies americanos com a miséria social da América Latina.
Vivendo na Cuba dos anos 90, durante o boicote econômico imposto pelos Estados Unidos, Pedro Juan descreve a miséria, a fome e a falência do sistema público do país através do seu pequeno universo. É a partir do seu dia-a-dia e dos acontecimentos que o cercam, que ele aproveita para tecer comentários, denunciando de maneira indireta toda a degradação humana da população cubana.
Escrito em forma de contos, segue uma seqüência não-linear, mas que se completam, mantendo uma certa ordem, construindo uma visão ampla e particular de Cuba. Os personagens aparecem, depois somem, mas isso não se torna um problema, Pedro Juan conta sua história em episódios, de maneira simples e com frases impactantes merecedoras de grifo.
Em meio a tudo isso, Pedro Juan ainda consegue demonstrar sua sensibilidade. Escrito num período de reavaliação, ele expõe todos os conflitos e angústias, crises e desilusões de alguém que chegou aos quarenta anos e decidiu mudar de vida. Estraçalhado por amores do passado, ele vai aprendendo a conviver com a solidão, se endurecendo, tentando sobreviver sem luxo, à base de sexo, rum e maconha.
Thiago Corrêa
lido em Dez./Jan. de 2005
escrito em 25.01.2005
: : TRECHO : :
“Eu estava relaxado. Com muito sexo, e muito tranqüilo de espírito. Nada atormentado. Bom, tormentos sempre há. Mas agora consegui afastá-los um pouco. Deixei-os a uma certa distância no futuro. É uma boa maneira de torná-los indistintos e não escutá-los. Eu tinha uma mulher em casa. Havia recuperado alguns quilos. E vivia. Sem nada para fazer. Sobreviver, creio que se chama isso. Deixar-se deslizar e não esperar nada mais. Muito fácil.” (p. 128)
: : FICHA TÉCNICA : :
Trilogia Suja de Havana
Pedro Juan Gutiérrez
Trad. José Rubens Siqueira
Companhia das Letras, 1a. edição
358 páginas
Manguaça
Rum. Cuba faz um dos runs (muito estranho este plural) mais famosos do planeta, e deu origem ao famoso drink Cuba Libre, rum claro com coca-cola ou pepsi.
Ingredientes:
1 dose de rum
1 copo de refrigerante sabor cola
1/2 unidade de limão em rodelas
2 pedras de gelo
Modo de preparo
Misture tudo em um copo de Long Drink, sem bater.
Este jogo e um clássico. Ninguem quer perder. Perdemos.
Rivalidade Brasil e Cuba (link)
Brasil e Cuba - Pan Americano 1996 (link)
Ufa! Dois dias será pouco. Muito pouco.
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